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Doença Coronariana

Infarto: sinais de alerta que você não deve ignorar

Por Dr. Lucas E. Benthien Santos·Leitura de 6 min

A doença arterial coronariana acontece quando as artérias que irrigam o próprio músculo do coração vão acumulando placas de gordura e estreitando com o tempo. Quando uma dessas placas se rompe e forma um coágulo, o fluxo é interrompido de repente — é o infarto. Reconhecer os sinais e agir rápido é o que mais salva vidas.

Como o infarto costuma se manifestar

O sintoma clássico é uma dor ou aperto no centro do peito, com sensação de peso ou compressão, que dura mais de alguns minutos e não melhora com o repouso. Essa dor pode irradiar para o braço esquerdo, o pescoço, a mandíbula ou as costas, e costuma vir acompanhada de suor frio, náusea e falta de ar.

Nem todo infarto, porém, é assim tão evidente. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem ter apresentações mais discretas — cansaço extremo e súbito, falta de ar sem dor marcante, ou um desconforto que parece má digestão. Na dúvida, vale sempre desconfiar.

Sinais de emergência

Diante de dor no peito persistente, especialmente com suor frio, falta de ar ou dor irradiando para braço e mandíbula:

Não espere passar. Ligue para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro imediatamente. No infarto, cada minuto de músculo cardíaco preservado conta.

Quem tem mais risco

Os principais fatores são conhecidos e, em grande parte, modificáveis: tabagismo, colesterol alto, pressão alta, diabetes, obesidade e histórico familiar. Quanto mais fatores somados, maior o risco — e maior o ganho em tratá-los.

Prevenção é possível e vale muito a pena

A doença coronariana se desenvolve ao longo de décadas, o que abre uma ampla janela para intervir. Controlar o colesterol e a pressão, não fumar, manter-se ativo e cuidar do diabetes reduzem drasticamente a chance de um evento. Para quem já tem risco elevado, medicações específicas — como estatinas — têm papel comprovado em estabilizar as placas e prevenir o infarto.

A avaliação cardiológica ajuda a estimar o seu risco individual e a definir a estratégia certa: desde ajustes de estilo de vida até exames de imagem e tratamento medicamentoso, sempre proporcionais ao que cada pessoa realmente precisa.

Entender esses sinais não é motivo para viver com medo, e sim para agir com informação. Reconhecer o que é uma emergência — e o que é um risco a ser tratado com calma no consultório — é o primeiro passo para cuidar bem do seu coração.

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Os conteúdos deste blog têm caráter informativo e educativo e não substituem a consulta médica, o diagnóstico ou o tratamento individualizado. Em caso de sintomas, procure um profissional de saúde.